Dias pra lá de agitados
Dias pra lá de agitados, estou em uma correria total. Nessa semana aconteceu de tudo, desde uma queda em casa até o computador "dar pau" na redação. Uma correria total, mas quer saber? Eu adoro isso tudo, foi o que eu escolhi pra minha vida. Nada de marasmos , obviedade, previsibilidade, nada disso. Sou uma pessoa livre, como um pássaro e adoro a minha liberdade.
O que podemos tirar de melhor da liberdade? Tudo... podemos fazer o que quisermos, desde que seja lícito, entenda bem. Eu não preciso das satisfação da minha vida à ninguém, posso ir para lugares que eu desejar, restaurantes, teatros, festas e posso escolher o filme que eu quiser para assistir, até mesmo repetidas vezes estar naquela sala vendo aquele filme “água com açúcar” que os homens normalmente não suportam, mas que acabam assistindo mesmo contrariados e nós já sabemos porque né. Para não ficarem a semana inteira sem sexo, pura e simplesmente.
Tá certo... Tudo isso é muito bom sim, mas, sou uma mulher de 30 anos que, pasme, sonha em se casar, em constituir uma família e trabalhar no que ama até morrer. Claro que não esqueci das compras e da diversão, afinal, não estou doida. Enfim, apesar da liberdade que me deixa extasiada eu tenho a pretensão de encontrar a minha “cara metade”, meu príncipe encantado que não seja tão encantado assim. Na verdade, quero que esse homem desencante e apareça logo.
Tudo bem, não estou desesperada por um namorado, sou uma mulher madura, responsável, independente. Mas há momentos na vida que desejamos ter uma pessoa ao nosso lado, nos apoiando, nos beijando, nos acariciando e por ai vai. Também não fico procurando por um namorado em cada esquina, mas, quer saber mesmo? Estou aberta a todas as possibilidades, quem não está?
No entanto, existem inúmeras vantagens em ser totalmente livre, tirando as que eu já citei. Uma delas e muito importante é o ovo de Páscoa. Tá certo, ovo de Páscoa não tem nada a ver, é como aquela história do Natal na qual inventaram algo para que nós pobres consumistas fôssemos correndo ao hipermercado gastar e o que é pior, ENGORDAR. Falando nisso... estou numa dieta de reeducação alimentar. À quem eu quero enganar, essa história de reeducação alimentar não é nada legal, muito menos gostosa. Comidas estranhas, com gosto de isopor, verduras, muita rúcula, ainda bem que inventaram o tomate seco e o queijo de búfala, a salada fica divinamente deliciosa. Mas, voltando ao ovo de Páscoa, quando estamos sozinhas ninguém erra ao nos presentear com aquele chocolate. Eu mesma escolho o meu e como tudinho sozinha e ninguém, eu disse ninguém fala para eu “manerar” porque senão vou acabar me arrependendo.
Isso mesmo, quando estamos “livre” ninguém repara se engordamos algumas graminhas a mais. Ahhhh, como a liberdade soa bem! Quase como um suspiro. Preciso contar algo... como eu já havia descrito, eu fui assistir ao filme “Velozes e Furiosos 4” e, pasmem mais uma vez.
Nenhum namorado me fez falta enquanto eu assistia ao Vin Diesel e Paul Walker, eles são maravilhosos e o filme é adrenalina do começo ao fim. Ai, não vou estragar a história contando o filme, já que você pode não ter assistido ainda, mas não perca mais tempo, corre para o cinema.
Já que não vou falar detalhes do filme, contarei como foi assisti-lo, mais uma vez sozinha. Eu juro que tentei mudar essa história, até ia com meu irmão e a namorada dele que é um sonho de menina. Mas no final, acabei indo sozinha e foi demais. Como era final de semana de estréia, o cinema estava lotado. Peguei a sessão das 19 horas, no domingo. Antes passeei pelo shopping, vi umas vitrines e, pasmem pela terceira vez, pois não encontrei nada que eu quisesse comprar naquele momento.
Na fila para entrar no cinema, como não poderia deixar de ser, comecei a observar as pessoas, ta legal, tinha casal demais, mas também tinham adolescentes, grupo de amigos solteiros, pessoas segurando vela de um casal, que seria meu caso se meu irmão fosse com a namorada. Logo pude ouvir uma conversa interessante entre dois casais. “Nossa que fila... vamos ficar bem na frente, a fumaça dos carros vai vir na nossa cara... As pedrinhas do chão também.” E a conversa continuou rolando no meio de risinhos. Também vi uns gatinhos, mas todos acompanhados, então só olhei e virei para outro lado.
Ao entrar, me acomodei na poltrona que não estava tão na frente, havia muitos lugares legais para sentar. Continuei observando as conversas, as pessoas se acomodando nas poltronas e logo o filme começou. Tá, vou contar, novamente, ninguém interessante sentou ao meu lado. Mas, mais uma vez vou usar uma frase dita por uma amiga... “todo mundo, quando sai do cinema, sai correndo pra ir no banheiro e pra comer...hahaha...dificilmente vc encontrará seu amor lá. “
Essa foi dura, mas, enfim, o filme começou e me salvou desse mundo, simplesmente não precisei de mais nada a não ver os maravilhosos atores.
Moral da história: com certeza assistirei novamente, vai que um gatinho esbarre em mim e sente ao meu lado só desta vez... Confesso... sou uma romântica inveterada.